Filmes Listas Séries

Dia do sexo: Como a ficção científica acha que será o sexo no futuro

Se depender das ficções científicas, o sexo não vai acabar, mas pode e deve se modificar.

Enquanto você lê este texto, aproximadamente 1 milhão de pessoas estão fazendo sexo – ou amor, para os mais românticos. E é por isso, que no dia do sexo, resolvemos dar uma espiada no futuro para saber como as tecnologias podem afetar algo que é tão instintivo.

A data comemorativa foi criada pela Olla, marca de preservativos, para incentivar o sexo seguro e ajudar a quebrar tabus relacionados ao assunto. A escolha da data 6/9 já é auto-explicativa e a ação deu certo: esse dia ficou popularmente conhecido como o dia do sexo.

O ato sexual é nada mais do que instintivo ao ser humano, mas, como tudo ao nosso redor, já está sendo afetado pela tecnologia. Um estudo da University College, em parceria com a London School afirmou que as pessoas estão perdendo o interesse por sexo e a culpa pode ser da tecnologia e por estarmos cada vez mais conectados ao digital e desconectados do físico.

Mas, se depender das ficções científicas, o sexo não vai acabar, mas pode e deve se modificar. Reunimos então uma listinha de 5 produções que podem nos permitir dar uma espiadinha no que o futuro nos reserva entre os lençóis.

Black Mirror – The Entire History of You

(1ª Temporada, ep. 3. Direção: Brian Welsh – Netflix)

Black Mirror já é conhecida por explodir às nossas mentes e nos deixar questionando o que vêm por aí em termos de tecnologias. Mas esse episódio foi particularmente perturbador por mostrar uma tecnologia que fica acoplada ao nosso cérebro e filma tudo o que vemos, possibilitando até mesmo rever uma cena e dar zoom para ver detalhes do que está acontecendo.

Em uma das cenas mais marcantes do episódio, podemos ver os personagens Liam (Toby Kebbell) e Ffion (Jodie Whittaker) tendo uma relação sexual após uma briga, mas ambos estão re-assistindo outra vez que fizeram sexo, ao invés de focar no que está acontecendo no momento.

Quão próximos estamos dessa realidade? Nem tão longe e nem tão perto. Os óculos inteligentes como os da Intel e do Google, já estão entre nós e permitem que informações sejam projetadas nas lentes dos óculos. Ainda não temos lentes que conseguem gravar o que vemos, mas também já temos câmeras minúsculas com essa mesma capacidade.

E quanto à assistir outras cenas enquanto estamos no bem-bom? Bem, isso já é realidade à muito tempo. A Lovehoney, empresa que vende brinquedos sexuais, fez uma pesquisa  e descobriu que 46% das mulheres e 42% dos homens entrevistados pensam em outra pessoa enquanto fazem sexo com seu (sua) parceiro (a).

Gamer

(2009 – Direção: Mark Neveldine e Brian Taylor)

Gamer pode não ser o favorito dos críticos, mas a sua proposta com certeza é bem interessante. Num futuro próximo, as pessoas são pagas (ou têm suas penas de prisão reduzidas) para ser os avatares de outras pessoas em jogos de vídeo game. Portanto, ainda que você controle o seu avatar (que é outro ser humano) e veja tudo pela televisão, você ainda sabe que tudo está acontecendo na realidade. O que torna o jogo ainda mais emocionante.

Society é um dos jogos mais famosos na trama, uma espécie de Second Life ou The Sims, só que com pessoas reais vivendo tudo o que os seus controladores querem, inclusive ter relações sexuais com outros avatares.

Falta muito para isso acontecer? Parece que sim. Ainda não conseguimos controlar outros humanos e, conforme os jogos vão se tornando cada vez mais imersivos, parece que vamos em outra direção. Assistir jogos não é mais o suficiente para nós, queremos vivê-los (aí entram os óculos VR).

 

A.I. – A inteligência artificial

(2001 – Direção: Steven Spielberg)

Este clássico da ficção científica trabalha com uma nova perspectiva quando a androides e inteligências artificiais. No filme, David (Haley Joel Osment), um androide criança programado para amar os pais, conhece Joe (Jude Law), um androide prostituto, e somos apresentados à uma nova realidade em que humanos são divididos entre amar os robôs e odiá-los.

A.I. não tem nenhuma cena de sexo, mas a ideia de androides feitos para agradar humanos sexualmente já foi muito explorada no cinema e nas séries. Em Westworld, série da HBO, vemos lugares criados só para que humanos possam ter todas as experiências com androides, de sexo à assassinato.

Quão perto estamos disso? Os robôs que já construímos podem não ser exatamente realistas como os de A.I. e Westworld, mas estamos chegando lá lentamente. A androide Sofia já possui expressões faciais e é realmente surpreendente. Quanto aos desejos humanos, aí nós já estamos lá. As bonecas sexuais humanas são assustadoramente realistas e algumas pessoas já consideram sua relação com essas bonecas como algo recíproco. Imagine quando elas começarem a se mexer e falar?

3%

(2016 – atual – Netflix)

A série brasileira da Netflix foi uma surpresa positiva para muitos amantes de ficção científica. Mas uma das coisas mais interessantes foi perceber como as pessoas se relacionam no Maralto e como a tecnologia afetava suas vidas.

Em um dos episódios Rafael (Rodolfo Valente) participa de uma reunião para conhecer pessoas e, possivelmente, um parceiro amoroso. É instalado neles uma espécie de chip que permite ver quais são as similaridades com outras pessoas do grupo, deste modo, você não teria que perder tempo ficando com alguém que não tem nada em comum e nenhuma chance de dar certo.

Já estamos lá? Quase. Plataformas de relacionamento já são bem comuns e, se algumas permitem que você encontre pessoas que estão próximas de você e se tem amigos ou curtidas em comum, o aplicativo não dá qualquer indicação se vocês darão certo ou não. É bem provável que tenhamos algum tipo de dispositivo que faça isso no futuro. O episódio de Black Mirror “Hang the DJ” veio à mente? Talvez seja porque as duas ideias são muito similares, apesar de 3% estar um pouco mais próximo da nossa realidade.

 

Blade Runner 2049

(2017 – Direção: Denis Villeneuve)

Uma das cenas mais belas de Blade Runner 2049 é quando Joi (Ana de Armas) namorada virtual de K (Ryan Gosling) contrata uma prostituta para que ela seja seu corpo físico. O processo de sincronização entre a garota virtual e a real é impressionante.

Já havíamos visto isso em Her (2013), aonde Samantha pede que uma mulher humana interprete-a, mas tudo o que temos de Sam é a sua voz. Em Blade Runner 2049, vemos o corpo de Joi se “fundir” ao da outra mulher, como se elas fossem uma só.

Estamos próximos dessa realidade? Ainda que a Siri, assistente virtual da Apple, consiga fazer piadas e “lembrar” do que você gosta, estamos um pouco longe de criar algo tão complexo como Joi e Samantha, mas ainda chegamos lá. (Ou espero que não, vai que a revolução dos robôs começa ai?)

 

Achou que faltou alguma série, filme ou gadget que merecia ser citado nessa lista? Não se reprima e compartilhe com a gente.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s